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Apple cede ao criticado cartão de crédito para devolver brilho ao iPhone.

Apple Card era aguardado por investidores e representa mais uma entrada das grandes gigantes de tecnologia nos serviços financeiros.

A Apple, mais conhecida pelos seus iPhones, não pode mais sobreviver apenas dos celulares inteligentes — e investiu em um produto do qual zombou faz alguns anos. A empresa anunciou o Apple Card, solução de cartão de crédito físico e virtual que promete matar os plásticos tradicionais pela facilidade de uso, taxas atrativas e segurança de dados.

Em curto prazo, a novidade fortalece a oferta de serviços atrelados ao uso dos celulares inteligentes da marca. Se a Apple decidir investir mais em sua vertical bancária, poderá comer a participação das fintechs, startups que pretendem revolucionar serviços financeiros e que, até pouco tempo, pareciam nadar em um oceano azul.

Para cravar essa vitória de adoção sobre as empresas especializadas nos serviços financeiros, porém, a gigante de tecnologia dependerá da retomada das vendas dos produtos que a levaram aos holofotes: os iPhones.

O que o Apple Card tem?

Por enquanto, o Apple Card estará disponível apenas nos Estados Unidos e chegará no meio deste ano. O cartão de crédito estará virtualmente presente no aplicativo Wallet e também como um plástico.

Como diferenciais financeiros, a gigante afirma que usará aprendizado de máquinas e informações do Apple Maps para categorizar gastos, com relatórios semanais e mensais de gastos e sugestões de pagamentos com os menores juros possíveis. As compras terão 2% de valor devolvido em compras, porcentagem que sobe para 3% na aquisição de produtos Apple. Não haverá taxas em anualidade, transações internacionais e atraso de pagamentos.

Já nos diferenciais de segurança, as transações precisarão de confirmações por escaneamento facial (FaceID) ou impressão biométrica (TouchID). A gigante afirma que os dados serão armazenados de forma anonimizada. Os cartões físicos não terão impressas informações como o código de segurança, dados que ficarão no aplicativo Wallet.

Para Bruno Diniz, sócio da consultoria de inovação Spiralem e diretor do comitê de fintechs na Associação Brasileira de Startup, o movimento é “um passo para o lado” e demonstra atraso para uma empresa tão vanguardista quanto a Apple se propõe a ser. A gigante do comércio eletrônico Amazon lançou há dois anos um cartão de crédito com recompensas em parceria com o banco JPMorgan Chase. Alibaba e Tencent lançaram cartões virtuais de crédito ainda mais cedo, em 2014, mas abandonaram as iniciativas diante da pressão do governo chinês.

A gigante dos iPhones já havia lançado o Apple Pay, sua própria carteira digital, há cinco anos. As e-wallets salvam informações dos usuários e permitem pagamentos instantâneos por meio do uso do smartphone, seja por aplicativos ou por aproximação. Sete a cada dez negócios nos Estados Unidos aceitam o Apple Pay e o serviço chegará a 10 bilhões de transações neste ano. Em países mais adeptos das e-wallets, a taxa sobe para 99%. Mesmo assim, apenas 29,4% dos usuários de iPhone usaram alguma vez o Apple Pay, de acordo com um estudo do site especializado PYMNTS.com.

Fonte: exame

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