Se depender de Bill Gates, fundador da Microsoft, as salas de aula tradicionais – aquelas em que um professor passa o mesmo conteúdo para vários alunos, independentemente de seus ritmos de estudo – estão com os dias contados. Através de sua instituição filantrópica (a Bill & Melinda Gates Fundation), o bilionário já gastou mais de US$ 240 milhões ao financiar startups de um segmento tecnológico conhecido como aprendizagem personalizada. O conceito é simples: a ideia é prover ao educador ferramentas digitais que lhe permitam criar planos de aula personalizados para cada estudante, levando em conta o seu desempenho e progresso para aprender determinada matéria. Os professores lecionariam menos e adotariam o papel de um treinador particular, ficando atento para as necessidades particulares de cada indivíduo dentro da escola. Por mais que essa área seja dominada por startups, algumas gigantes do mundo da tecnologia demonstram interesse em participar dessa revolução na educação. A Google, por exemplo, lançou recentemente a Sala de Aula, plataforma que integra educadores e alunos em um ambiente online. As duas partes conseguem até mesmo dialogar entre si através de um app para celulares, e os docentes podem acompanhar em tempo real a resolução de problemas por parte de seus pupilos. “No geral, a ideia é que as pessoas progridem em velocidades diferentes. Se você está adiantado em relação ao que está sendo ensinado na sala, isso não é algo bom, você fica entediado. Se está atrasado, então eles estão usando termos e conceitos que te criam uma impressão de ‘Eu não sou bom nisso’”, explicou Bill, em uma longa entrevista ao site The Verge. De acordo com o filantropo, a área de aprendizagem personalizada ainda está em seus estágios iniciais, e não está claro quando veremos esse tipo de tecnologia penetrando com força nas escolas ao redor do mundo.
Fonte: tecmundo
