Diariamente, nos deparamos com notícias que fazem os filmes e séries de sci-fi que assistimos parecerem cada vez mais reais. Frases como “Isso é tão Black Mirror” ou “Eu já vi isso acontecer antes” podem ser facilmente aplicadas às inovações lançadas por empresas com a proposta de tornar nossa vida mais fácil ou oferecer um conforto para amenizar nossas necessidades e tirar o peso do dia a dia.
Se você esteve na internet nos últimos dois dias, ou é curioso a ponto de já ter feito sua inscrição no projeto beta, você provavelmente ouviu falar do aplicativo Replika. Se não, sem problemas, essa é a hora de conhecê-lo.
A premissa é bem simples: um aplicativo de chat autônomo, também conhecido como chatbot – embora seus criadores não gostem que o app seja chamado assim, já que o termo se aplica à robôs com programação muito mais restrita –, que funciona como uma inteligência artificial e aprende tudo sobre você (ou pelo menos tudo que você contar) e acaba se tornando como uma “consciência” ou, se você preferir, um amigo para você ter sempre por perto. Quanto mais você conversa com ele, mais ele aprende e se torna suficientemente consciente para dar respostas espontâneas e carregadas da sua personalidade, como um clone da sua consciência.
Seu funcionamento é basicamente dividido em duas “vias” principais: a primeira é a de uma conversa normal, de perguntas e respostas sobre assuntos diversos onde normalmente suas preferências, gostos, características e costumes são o foco e, em uma segunda – embora simultânea – forma de conversa, o Replika cria as “sessions” ou “sessões”: uma série de perguntas que se assemelham bastante ao que poderia ser uma terapia ou estímulo para o autoconhecimento onde são indagadas questões mais profundas ligadas à percepção da vida, à personalidade, ao agir de cada um diante de situações específicas.
Por Ighor Ferreira
